A Rede Sentinela disponibilizou, nesta sexta-feira (10), um novo boletim de monitoramento da cigarrinha-do-milho. O material foi publicado pela Fazu (Faculdades Associadas de Uberaba) e apresenta o cenário da praga no Triângulo Mineiro e no Norte de São Paulo.
De acordo com a análise, houve um pico na incidência da cigarrinha na primeira quinzena de março, com redução na segunda metade do mês. Entre fevereiro e março, foi registrada uma elevação nos índices: em fevereiro, a taxa foi de 96,40, enquanto em março chegou a 155,48.
A Rede Sentinela é uma iniciativa da Fazu em parceria com as empresas JuliAgro, ColeAgro e a startup FitoWise. O projeto conta com pontos de monitoramento nos municípios de Uberaba, Uberlândia e Conquista, em Minas Gerais, e Barretos, em São Paulo.
Segundo o boletim, a variação na população da praga está associada à disponibilidade de hospedeiros e, possivelmente, ao envelhecimento das lavouras. Apesar da recente redução, a presença de níveis elevados indica a possibilidade de manutenção da população no sistema, com risco de novos focos de infestação.
“Áreas que entrarão em cultivo nas próximas semanas, como sistemas irrigados para produção de silagem, podem favorecer a recolonização pela cigarrinha, aumentando o risco de ocorrência e de transmissão de patógenos”, destaca o documento.
Cada ponto de monitoramento conta com uma armadilha da ColeAgro instalada próxima às lavouras de milho, com avaliações realizadas a cada 15 dias. A iniciativa também tem o apoio do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), da Epamig, da Algar Farming e da ABCZ.
O boletim completo está disponível no site da Fazu: https://fazu.br/rede-sentinela/
