Uma estação meteorológica totalmente móvel e sustentável foi desenvolvida dentro da Fazu (Faculdades Associadas de Uberaba). Unindo ensino e inovação, o projeto surgiu por meio do curso de Agrocomputação, em parceria com a empresa VIMAC Soluções. Atualmente, o equipamento já está em funcionamento e monitora temperatura, umidade, probabilidade de chuva, além da velocidade e direção do vento.
À frente da iniciativa, o professor Gill Mayeron explica que o projeto prático surgiu com o propósito de integrar não apenas os alunos da Agrocomputação, mas também estudantes de outros cursos que utilizam os dados gerados pela estação, como a Agronomia, por exemplo.
“A ideia é demonstrar aos alunos e proporcionar a oportunidade de aprenderem a montar uma estação meteorológica do zero. Hoje, já temos laboratórios de IoT na Fazu, com equipamentos iguais ou similares para a montagem de protótipos como esse. Além disso, um dos objetivos é fazer com que os estudantes consigam relacionar a questão acadêmica ao mercado de trabalho, entendendo como essa prática é aplicada pelas empresas em benefício dos clientes finais”, explica o professor.
Segundo Gill Mayeron, a estação já está em pleno funcionamento na Fazu. “Ela está instalada e funcionando 100%. Temos um aplicativo por meio do qual conseguimos acompanhar, em tempo real, os diversos sensores da estação, como temperatura, umidade, chuva, velocidade e direção do vento. Além disso, é sustentável do ponto de vista energético, já que possui placa fotovoltaica e bateria, realizando a recarga automaticamente”, destaca. Em relação à interdisciplinaridade, a professora e climatologista Alcione de Souza também já utiliza a ferramenta como apoio em suas aulas.
O CEO da VIMAC Soluções, Vitor Machado, ressaltou tanto o aspecto acadêmico quanto o potencial de mercado da ferramenta. Segundo ele, o projeto agora está sendo transformado em uma startup incubada pelo Centro de Inovação, Tecnologia e Empreendedorismo da Fazu (CITE). Em abril, a estação móvel foi apresentada ao público pela primeira vez durante a ExpoZebu.
“Do ponto de vista acadêmico, o fato de ela ser móvel é muito positivo, porque o professor Gill e a professora Alcione podem levá-la para qualquer lugar, tanto dentro da Fazu quanto para eventos externos. Outro diferencial é que se trata de uma estação 4G, funcionando em qualquer local com conectividade móvel celular, como a que utilizamos em nossos celulares. Além disso, ela é totalmente customizável. Inicialmente, adicionamos cinco sensores, mas conseguimos incluir novos dispositivos, porque desenvolvemos toda a estação do zero, tendo controle total do hardware e do firmware”, explica Vitor.
Vale destacar que a nova estação meteorológica móvel vem para complementar a estação fixa já existente na Fazenda Escola da Fazu. Dessa forma, a instituição amplia as possibilidades de geração de dados e de desenvolvimento de protótipos, contribuindo para a formação ampla e prática dos alunos.


