Como selecionar um cão co-terapeuta? Alunos de Psicologia da Fazu aprendem na prática

Nesta quinta-feira (05), os alunos do curso de Psicologia da Fazu (Faculdades Associadas de Uberaba) participaram de uma experiência prática durante a disciplina de Terapia Assistida por Pets. Ministrada pela professora Taís Zambarda, a aula teve como objetivo proporcionar aos estudantes uma vivência real do processo de seleção de um cão co-terapeuta.

A atividade contou com uma presença especial: a cachorra Vítima, carinhosamente apelidada de Vivi, que foi disponibilizada para a avaliação pelo seu tutor, o também professor da Fazu Murilo Charlier. Durante a aula, os alunos observaram e analisaram o comportamento do animal para verificar se ela apresenta características adequadas para atuar como co-terapeuta.

Segundo a professora Taís, a proposta da disciplina é unir teoria e prática no processo de avaliação dos animais. “Ministro a parte teórica em uma aula e, depois, nós testamos um animal candidato para verificar se ele atende aos requisitos e se possui os atributos desejados. São analisados aspectos como aptidão, temperamento dócil, ausência de medo ou agressividade, baixa reatividade a sons e também se o animal gosta do toque humano”, explica.

De acordo com a professora, a avaliação indicou que Vivi possui potencial para atuar como co-terapeuta em contextos específicos, como atendimentos individuais com adultos ou idosos. No entanto, ela não seria indicada para atividades com grupos de crianças, já que apresenta um comportamento extremamente calmo e, em alguns momentos, mais receoso.

Um exemplo é o projeto extensionista da Fazu realizado em parceria com a ONG Lar Azul, voltado para crianças portadoras do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Nesse caso, segundo a professora, o mais indicado seria um cão com maior nível de energia e interação.

A Terapia Assistida por Animais utiliza animais treinados — como cães, gatos e cavalos — para contribuir com a saúde física, emocional e social de pacientes em hospitais, instituições e projetos terapêuticos. Essa abordagem funciona como complemento aos tratamentos tradicionais, ajudando a reduzir estresse, ansiedade e dor, além de estimular a socialização e a motivação de pacientes como crianças com TEA, idosos e entre outros.