Nesta terça-feira (27), foi oficialmente lançada a Rede Sentinela – Observatório da Cigarrinha-do-Milho. O projeto visa destacar a relevância do monitoramento e fornecer, mensalmente, informações técnicas a produtores e profissionais do Triângulo Mineiro e do Norte de São Paulo. O evento foi realizado em Uberaba (MG), na sede da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).
A iniciativa é uma realização da Fazu (Faculdades Associadas de Uberaba), em parceria com as empresas JuliAgro, ColeAgro e a startup FitoWise. O lançamento reuniu cerca de 60 participantes, entre pesquisadores, estudantes, docentes, representantes de empresas e instituições públicas, além de produtores rurais.
O diretor-executivo da Fazu, José Olavo Borges Mendes Júnior, deu as boas-vindas aos participantes. Na sequência, o professor da instituição, Diego Fraga, abriu a programação técnica, traçando um panorama da cigarrinha-do-milho no país. Em seguida, foi realizada a palestra “O uso de armadilhas como ferramenta no manejo de pragas”, ministrada por Alexandre Andrade, diretor comercial da ColeAgro. Posteriormente, João Rafael Soares, fundador da FitoWise, apresentou a palestra “Ferramentas digitais e IA a serviço do Manejo Integrado de Pragas”. Na sequência, ocorreu o lançamento da Rede Sentinela, com a pesquisadora Gabriela Vieira, da JuliAgro, que apresentou o primeiro boletim da Rede, com os resultados já obtidos.
O evento prosseguiu com uma mesa-redonda reunindo Diego Fraga, Alexandre Andrade, João Rafael Soares, Gabriela Vieira e João Carlos Mendonça, monitor de qualidade da Algar Farming, sob mediação do professor da Fazu, Luan Odorizzi.
O monitoramento da cigarrinha teve início em agosto de 2025, com a instalação de pontos de coleta distribuídos nos municípios de Uberaba (MG), Uberlândia (MG), Conquista (MG) e Barretos (SP). Cada ponto consiste em uma armadilha da ColeAgro fixada próxima à lavoura de milho para captura dos insetos, avaliadas e analisadas a cada 15 dias. Atualmente, a comunidade já pode acessar os dados referentes aos cinco primeiros meses de monitoramento. O boletim está disponível na íntegra no site da Fazu https://fazu.br/rede-sentinela/ e também pode ser analisado de forma interativa pelo endereço https://sentinela-app.streamlit.app/#monitoramento-do-complexo-de-cigarrinhas-do-milho.
Um dos pontos indicados pelo monitoramento foi a predominância de Dalbulus maidis (cigarrinha-do-milho) em relação a Leptodelphax maculigera (cigarrinha-africana) nos municípios avaliados. As maiores ocorrências foram registradas em áreas com cultivo recente de milho, reforçando a importância do acompanhamento contínuo para subsidiar decisões de manejo. A partir do lançamento, o boletim será divulgado mensalmente.
A iniciativa conta ainda com o apoio do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), da Algar Farming e da ABCZ. O evento de lançamento teve patrocínio da Access Biotech, AgriBela, Grupo Innovar, JuliAgro e RenovAgro.









