Uberlândia mantém alta incidência de cigarrinhas do milho e acende alerta para a próxima safra

A Fazu (Faculdades Associadas de Uberaba) divulgou, nesta segunda-feira (13), o Boletim Mensal de Monitoramento de Cigarrinhas do Milho da Rede Sentinela. Referente ao mês de junho, o levantamento registrou uma incidência média de 56,48 cigarrinhas por armadilha na região do Triângulo Mineiro e no Norte de São Paulo, resultado ligeiramente superior ao observado em maio, quando a média foi de 53,13.

Os números indicam que a população, embora em patamar superior ao observado no primeiro bimestre do ano, não apresentou uma explosão populacional (escalada exponencial) na entrada do período seco e frio, como seria esperado em condições normais de entressafra.

Entre as quatro localidades monitoradas, Uberlândia (MG) apresentou a maior densidade populacional da praga, permanecendo em nível elevado pelo segundo mês consecutivo. O cenário acende um alerta fitossanitário para a próxima safra de verão (2026/27), uma vez que a manutenção de altas populações da cigarrinha pode aumentar o risco de transmissão dos enfezamentos do milho.

Além de Uberlândia, os municípios de Uberaba (MG), Conquista (MG) e Barretos (SP) também registraram aumento na população de cigarrinhas em relação ao mês de maio.

Este é o sexto boletim divulgado pela Rede Sentinela. Ao longo do primeiro semestre, o pico de infestação foi registrado em março, com média de 155,48 cigarrinhas por armadilha. O elevado número esteve associado ao período da safra de milho e ao estágio de envelhecimento das plantas, condições que favorecem a concentração da praga.

A Rede Sentinela é uma iniciativa da Fazu, em parceria com as empresas JuliAgro, ColeAgro e a startup FitoWise, com apoio do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), da Epamig, da Algar Farming e da ABCZ.

O boletim completo está disponível no site fazu.br, e os dados interativos podem ser consultados em www.rede-sentinela.app.br.