Fazu e Instituto UbyAgro realizam primeira colheita do ano e doam hortaliças à APAE

Alfaces de diferentes variedades — lisa, crespa, americana e roxa — além de rúcula, salsinha, coentro e outras hortaliças ocupam os corredores verdes da horta localizada na Fazu (Faculdades Associadas de Uberaba). O espaço de 2 mil metros quadrados funciona como uma sala de aula a céu aberto e é cultivado por mais de 160 alunos do curso de Agronomia. A produção é destinada à doação para instituições assistenciais.

O projeto NutriJuntos une ensino, responsabilidade social e sustentabilidade em uma parceria entre a Fazu e o Instituto UbyAgro. A iniciativa também conta com o apoio do programa Zebu do Bem, da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu).

Nesta segunda-feira (11), foi realizada a primeira colheita e doação de alimentos do ano. Criado em 2025, o projeto produziu 12 toneladas de alimentos no ano passado, destinados a instituições assistenciais de Uberaba. Os primeiros alimentos colhidos foram doados à APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e a Casa do Menor Coração de Maria. Já a segunda remessa será destinada à Escola Infantil Madre Judite e ao Hotel e Clínica Geriátrica Abílio Rodrigues.

Segundo a professora responsável pela horta, Aline Rosa, os alunos participam de todas as etapas do cultivo, desde o preparo do solo até a distribuição dos alimentos. “Os estudantes acompanham o preparo do solo, o plantio, o manejo, a colheita e a distribuição. Isso permite associar a teoria aprendida em sala à prática no campo, desenvolvendo habilidades técnicas, trabalho em equipe e consciência social. Além da formação profissional, eles compreendem a importância da agricultura como ferramenta de transformação social, levando alimentos de qualidade para instituições que necessitam dessas doações”, explica.

Para Tatiane Simões, head de ESG do Instituto UbyAgro, o projeto já demonstra resultados concretos. “O NutriJuntos busca transformar o agro realmente na sua finalidade maior, que é a alimentação. Em 2025, distribuímos 12 toneladas de alimentos e, para 2026, pretendemos distribuir a mesma quantidade”, afirma.

A estudante de Agronomia Ana Luisa de Paula participa das atividades na horta e destaca a diversidade de aprendizados proporcionados pelo projeto. “Nós acompanhamos todo o processo. Começamos pelo preparo das mudas, acompanhamos a germinação, o transplante e o crescimento das plantas. Também fazemos o manejo de plantas daninhas e acompanhamos parte da irrigação”, conta.

O aprendizado desenvolvido na horta também envolve outros cursos da instituição, como Agrocomputação. Para tornar o espaço ainda mais sustentável e produtivo, alunos do curso, supervisionados pelo professor Marcelo Augusto, desenvolveram um aplicativo para auxiliar na gestão dos cuidados da horta. Dessa forma, o projeto atua em diferentes frentes: acadêmica, social e tecnológica, fortalecendo a conexão entre educação, inovação e solidariedade.

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