Nesta segunda-feira (9), alunos dos cursos de Psicologia e Gestão do Agronegócio participaram do encontro “As Mulheres no Mercado de Trabalho”. O evento foi realizado no Espaço ABCZ Mulher e proporcionou um momento de diálogo e reflexão crítica sobre a inserção das mulheres no mercado de trabalho. Os participantes foram recepcionados pelo diretor da Fazu, José Olavo Borges Mendes Jr. e pela coordenadora da Psicologia, Sheilla Parreira.
A mesa-redonda contou com a participação de três convidadas: Iara Marquez, pecuarista e presidente da ABCZ Mulher e do Zebu do Bem; Camila Raymundo, professora da Fazu, zootecnista e mestre na área de Reprodução e Melhoramento Genético; e Márcia Borges, coordenadora do curso de Gestão do Agronegócio da Fazu, professora da instituição e engenheira florestal com mestrado em Ciência do Solo. A mediação ficou por conta da professora da Fazu na área de Psicologia Social, Ana Clara Nunes.
Iara Marquez abriu a roda de conversa relatando o processo de criação do Espaço ABCZ Mulher, desde a articulação institucional inicial até os impactos das iniciativas atualmente desenvolvidas. “Ficamos muito felizes porque, a cada ano, aumenta o número de mulheres associadas à ABCZ. Muitas delas não têm histórico familiar no agronegócio ou na pecuária, mas estão vislumbrando neste segmento diversas oportunidades”, destacou.
Esse também é o caso da professora Camila Raymundo. Ao resgatar sua trajetória, a docente explicou que o interesse pela Zootecnia não surgiu inicialmente com foco na pecuária. Segundo ela, o primeiro contato com a área foi motivado pela paixão por cavalos e pela montaria. Durante a graduação, no entanto, encontrou na área de bovinos um novo caminho profissional, além de se identificar com a docência e com a formação de novas profissionais. “Eu sempre pensava que cada estagiária que chegasse até mim deveria sair preparada para se posicionar no mercado e também para lidar com os desafios da profissão”, relatou.
Já Márcia Borges compartilhou que seu interesse inicial estava voltado ao campo, especialmente às árvores. Durante a graduação de Engenharia Florestal, segundo ela, ainda era comum ouvir o estigma de que “meninas vão para o laboratório e meninos vão para a floresta”. Determinada a ter uma formação completa e vivenciar também a experiência prática, buscou se qualificar para atuar nesses espaços. Hoje, também celebra com alegria a trajetória e o potencial de inspirar alunas a seguirem os caminhos escolhidos com excelência.
A mediadora Ana Clara Nunes trouxe um contraponto a partir da área da Psicologia. Ela destacou que, embora as mulheres sejam maioria na profissão — historicamente associada ao cuidado —, é fundamental promover uma desconstrução coletiva desse imaginário, reforçando que homens também podem e devem atuar com empatia e sensibilidade na área.
Para encerrar a mesa-redonda, foi aberto um espaço para perguntas e também para troca de experiências entre os participantes. O evento foi promovido por meio do Diretório Acadêmico da Psicologia, com apoio do Agronegócio.










